..CONVÊNIO DE PAGAMENTOS E CRÉDITOS RECÍPROCOS

ALADI/SEC/di 1621- 4 de março de 2002

I. RESUMO EXECUTIVO

No ano 2001 foi canalizado pelo Convênio de Pagamentos e Créditos Recíprocos da ALADI um montante global de operações de US$ 1,472 bilhão, do qual foi compensado multilateralmente 42,9%.

Este volume global de pagamentos continua a tendência anual decrescente manifestada desde o ano 1996, quando se produziu uma queda de 31% a respeito de 1995. Esta queda se manteve desde então, tanto em nível anual como de períodos.

Apresenta-se a seguir a evolução das operações canalizadas globalmente, tanto por anos como por períodos, desde 1996 até o ano 2001 inclusive.


Año/Período
Millones de US$
1996

Primer Período
Segundo Período
Tercer Período
9.621

3.807
3.060
2.754
1997

Primer Período
Segundo Período
Tercer Período
7.864

2.473
2.651
2.740
1998

Primer Período
Segundo Período
Tercer Período
5.570

2.169
1.800
1.601
1999

Primer Período
Segundo Período
Tercer Período
3.930

1.241
1.275
1.414
2000

Primer Período
Segundo Período
Tercer Período
3.266

1.516
1.022
728
2001

Primer Período
Segundo Período
Tercer Período
1.473

618
465
390


Em nível dos países-membros do Convênio se destaca a tradicional elevada participação do Brasil, com 34,4% do total de movimentos (débitos mais créditos) do conjunto. Depois vêm Argentina com 14,9%, Chile com 11,1%, Uruguai com 8,0%, Equador com 7,9% e Peru, com 6,8%. Estes países juntos concentram aproximadamente 83% do total. Os demais países registram as seguintes percentagens: Colômbia 4,3%, Venezuela 4,2%, México 3,9%, Paraguai 1,9%, Bolívia 1,8% e República Dominicana 0,9%.

Por outro lado, se relacionarmos o volume dos pagamentos canalizados pelo Convênio com o comércio intra-regional (débitos sobre importações), observa-se a persistência do decréscimo deste indicador desde 1991 até 2001, de acordo com a seguinte evolução:


Años
Porcentajes
1991
1992
1993
1994
1995


1996
1997
1998
1999
2000
2001
74,3
68,4
57,1
40,9
40,0


23,8
16,5
12,2
10,5
7,1
3,3


No que tem a ver com o grau de compensação multilateral global, também se observa uma diminuição nos últimos anos, passando de 75% em 1991 para 42,9% no ano 2001, o qual, de alguma maneira está relacionado com o fenômeno do crescimento dos pagamentos que se realizam antes do encerramento do período respectivo (transferências antecipadas).

Com relação às transferências antecipadas, mantém-se a importância de sua utilização, somando no ano 2001 um total global de US$ 730,6 milhões, que representa 49,6% do total de operações canalizadas.

A taxa de juros aplicável aos saldos bilaterais dos bancos centrais membros diminuiu a respeito dos quadrimestres do ano 2000, chegando a 3,43% no período finalizado em dezembro passado, depois de atingir 6,20% no primeiro quadrimestre do ano 2001. Como se sabe, essa taxa corresponde à taxa “Libor” básica dos juros aplicáveis aos saldos do Convênio.



Año/Período
Tasa de Interés
1996
Primer Período
Segundo Período
Tercer Período
7.49
7.73
7.43
1997
Primer Período
Segundo Período
Tercer Período
7.47
7.65
7.65
1998
Primer Período
Segundo Período
Tercer Período
7.65
7.65
7.30
1999
Primer Período
Segundo Período
Tercer Período
6.01
6.25
7.05
2000
Primer Período
Segundo Período
Tercer Período
7.19
7.80
7.72
2001
Primer Período
Segundo Período
Tercer Período
6,20
4,85
3,43


Quanto à utilização dos diferentes tipos de "instrumentos" canalizáveis pelo Sistema, as Ordens de Pagamento, em um primeiro momento, e as Cartas de Crédito têm sido as que tradicionalmente tiveram maior relevância, considerando sua participação no conjunto das operações.

No ano 2001, as Cartas de Crédito, Créditos Documentários e Comissões e Despesas representaram 85,1% do valor total dos instrumentos canalizados. Pelo contrário, acentua-se a escassa utilização das Ordens de Pagamento, que no presente reúnem apenas 0,4% dos mesmos. No entanto, continua com relativa relevância o uso das Letras Avalizadas, que no ano chegaram a cobrir 12,1% do total.

Nos anos anteriores, a importância do uso de Cartas de Crédito e de Ordens de Pagamento era bastante equivalente, tanto em seu número como em seus valores, mas nos últimos anos especialmente, por causa de algumas medidas internas adotadas pelos bancos centrais membros, nota-se una primazia notória do uso das Cartas de Crédito sobre o das Ordens de Pagamento, cada vez menos usadas.

O uso dos “instrumentos” dá uma idéia do volume de operações realizadas à vista e das financiadas ou estipuladas com pagamentos escalonados. Em geral, as Ordens de Pagamento refletem pagamentos à vista, enquanto que as Cartas de Crédito, Letras Avalizadas e Promissórias normalmente amparam operações com financiamento.

O mecanismo de desconto de "instrumentos" emitidos a prazo, que é uma forma de financiamento ao exportador; em 1999 tinha movimentado recursos por 102 milhões de dólares, mostrando uma importante recuperação de sua utilização, quando em 1998 este mecanismo tinha reunido 42 milhões de dólares. No entanto, no ano 2000 se produziu uma queda deste tipo de “instrumentos” por US$ 34 milhões.

No que tem a ver com o acontecido em 2001, tornou a produzir-se uma importante diminuição, uma vez que o montante chegou à cifra de US$ 7,8 milhões.

No ano 2001, a Argentina passou a ser a principal e única praça fornecedora de fundos, através do citado mecanismo de desconto, enquanto que o Equador foi o maior recebedor desses recursos, seguido pelo Brasil.

Finalmente, quanto aos Aspectos Institucionais, no ano passado se realizou a XLI Reunião da Comissão Assessora e a XXXVII Reunião do Conselho para Assuntos Financeiros e Monetários.


II. FUNCIONAMENTO DO SISTEMA DE PAGAMENTOS

II.1 CANALIZAÇÃO DE OPERAÇÕES

Em cifras ajustadas, o volume de operações canalizadas no ano 2001 foi de 1,472 bilhão de dólares, o que significou uma queda de 54,9% a respeito do ano 2000, quando somou US$ 3,265 bilhões (Quadro 2).

A queda brusca no montante total de operações canalizadas, produzida em 1996 (31%) perante os resultados do ano anterior, e que continuou, embora em menor grau em 1997 (18%), repete-se em 1998 e 1999 em 29,2% e no ano 2000 no entorno de 17%. Em particular, no último período de compensação (2001) se produz importante queda na canalização de operações pelo Convênio, já que a respeito do ano 2000, o ano 2001 caiu 54,9 por cento.





Como nos últimos anos, a diferença entre cifras originais e ajustadas (*) está notoriamente influenciada pelo volume extraordinário de pagamentos realizados com anterioridade ao encerramento de cada período de compensação.
(*) Nota explicativa: As cifras primárias, ou seja, a soma dos saldos devedores e credores bilaterais registrados no final de cada período de compensação segundo relatório do Banco Agente, chegaram no ano 2001 a US$ 742,2 milhões (ver Anexo Quadro 1). Esta cifra, no entanto, não reflete o fato de que, durante cada período, há com antecipação ao encerramento, um número significativo de pagamentos antecipados (ver Anexo Quadro 2) que correspondem a operações também canalizadas pelo Convênio. A incorporação às cifras primárias destes pagamentos, e eventuais acordos bilaterais, produz o que no documento se denomina "cifras ajustadas", que são as que refletem com exatidão o total de operações canalizadas.)
O seguinte Quadro 1 apresenta os saldos multilaterais e o grau de compensação anual, em nível de cada país para os anos 2000 e 2001.

QUADRO 1




Com relação ao ano 2000, há algumas mudanças na condição credora ou devedora dos saldos multilaterais de cada país; Argentina e Paraguai, que de credores passaram para devedores, e Brasil e México, de possuir saldo devedor no ano 2000, tiveram saldos credores em 2001; bem como no volume dos mesmos, que diminui ou aumenta notoriamente em vários casos.

Em nível de cada país, estes resultados refletem que o Paraguai é o país que melhor tem compensado sua posição na compensação multilateral, levando em conta os dois últimos anos: em 2000 no entorno de 83% e no ano passado com uma percentagem de 97%; também destacam-se Uruguai (92,7%), México (87,7%), Argentina (81,6%) e Chile (64,1%).

Por outro lado, a República Dominicana, Equador e Bolívia são os que apresentam níveis menores.

No Quadro 2 se mostram os fluxos de operações canalizadas pelo Convênio (débitos mais créditos) por país, para os anos 2000 e 2001, bem como a variação entre os respectivos anos.

A queda global na canalização de operações se equipara com a diminuição observada no fluxo de movimentos de cada um dos países-membros, que em alguns casos tem sido bastante relevante.

A variação entre 2000 e 2001 evidencia quedas pronunciadas em quase todos os países: Uruguai, (74,7%), Argentina e Brasil (60,8%), Chile (52,9%) e Peru (40,6%), enquanto que a República Dominicana aumentou 12,9%.

(Ver QUADRO 2 no documento completo)


No Anexo Quadro 5 se apresentam os períodos e o total de movimentos do ano 2001.

No seguinte Quadro 3 se observa a participação de cada um dos países-membros no total de operações do Sistema e no comércio intra-regional durante os anos 2000 e 2001.

No atinente ao total de pagamentos realizados, a maior participação durante o passado ano 2001 correspondeu ao Brasil, seguido pela Argentina, Chile, Uruguai e Equador com percentagens que, somadas, chegam aproximadamente a 75%.

No restante dos países, as participações sobre o total oscilam entre 6,8% (Peru) e 0,9% (República Dominicana).

Com relação ao comércio intra-regional, durante o ano 2001 pode observar-se que a maior participação corresponde ao Brasil (26,2%), Argentina (21,9%), Chile (11,8%), México (9,2%), Venezuela (8,0%) e Colômbia (7,7%), que somados representam 85% do total. Nos demais casos, as percentagens de participação vão de 4,4% (Peru) até 1,9% (Bolívia).

(Ver QUADRO 3 no documento completo)


Notas: - A participação de cada país resulta do somatório de seus débitos e créditos individuais sobre o somatório dos débitos e créditos do conjunto. Igual procedimento se usa para o comércio intra-regional.
- As cifras de comércio do ano 2001 são estimadas.
- N. D.: Não disponível.


No seguinte Quadro 4 se mostra uma estatística que permite apreciar a importância das relações bilaterais de pagamentos de cada país com os demais. Para cada país, as percentagens de suas relações bilaterais de pagamentos aparecem nas respectivas colunas.

Da observação geral do quadro se pode afirmar que, para a maioria dos países (Argentina, Bolívia, Chile, Equador, Paraguai, Peru, Uruguai, Venezuela e República Dominicana) o Brasil é o país com o qual mantêm maior relação de pagamentos.

Para o Brasil, as relações de pagamentos mais importantes são as ,mantidas com Argentina, Chile e Uruguai; para a Argentina é o Brasil; para a Colômbia são o Equador, Brasil, Peru e Venezuela; e para o Uruguai, Brasil e Argentina.

(Ver QUADRO 4 no documento completo)



II.2 GRAU DE COMPENSAÇÃO GLOBAL

O grau de compensação global se define como a relação entre as transferências de divisas realizadas e o total de operações canalizadas pelo conjunto. Esse grau, além de mostrar a economia produzida na região no que se refere à utilização de divisas conversíveis, dá uma pauta da estrutura dos saldos do comércio intra-regional. A uma maior compensação corresponderia um maior equilíbrio comercial, considerando que o essencial do total de operações canalizadas deve-se a pagamentos derivados do intercâmbio.





No que diz respeito à economia na utilização de divisas conversíveis, o Sistema de Pagamentos deu lugar, no ano 2001, a um grau de compensação global que, em cifras ajustadas, foi de 42,9%; quer dizer que para o pagamento dos saldos se necessitou 57,1% do importe total das operações canalizadas. A média histórica deste indicador é de 70%.

II.3 COMÉRCIO E PAGAMENTOS

No Quadro 5 se apresenta uma relação entre os pagamentos e o comércio intra-regional de cada um dos países- membros e se compara a soma de débitos de cada país com as importações dos anos 2000 e 2001. Essa relação é um indicador do grau de utilização do Convênio em cada país, uma vez que a canalização da operação se faz através do país importador, o qual, posteriormente, é debitado no momento do reembolso. Estas cifras devem interpretar-se como simples indicadores, uma vez que alguns débitos, especificamente os referidos a operações com financiamento, não são registrados no mesmo ano que refletem as estatísticas de comércio, pela natural defasagem temporária entre a importação efetiva e o momento do ou dos pagamentos correspondentes.

Com a ressalva anterior, observa-se que os países que maior uso relativo fizeram do Convênio no ano 2001 foram Equador (11,2%), Uruguai (6,8), Brasil (5,8%) e Peru (5,6%). Nos demais países esta utilização oscila entre 3,4% para a Argentina e 1,1% para Colômbia e México.
Ver QUADRO 5 no documento completo

Notas: - As cifras de comércio do ano 2001 são estimadas.
- N. D.: Não disponível.


Em nível do conjunto dos países, no ano 2001, a relação entre pagamentos e comércio atingiu 3,3%. A média histórica desta relação está em 39,4%.
II.4 LINHAS DE CRÉDITO RECÍPROCO

As linhas de crédito recíproco abrangem os saldos que se produzem diariamente, ao longo do período, nas relações bilaterais vigentes entre os bancos centrais membros.

O montante global das linhas de crédito recíproco, neste momento, é de US$ 2,789 bilhões, enquanto que as linhas de crédito extraordinárias chegam a US$ 534,3 milhões, o que totaliza um montante global de US$ 3,.323 bilhões, que não tiveram modificações no ano 2001.

No Anexo Quadro 6 apresenta-se um detalhe de todas as linhas de crédito recíproco vigentes até 31 de dezembro do ano passado para cada um dos bancos centrais.

II.5 TRANSFERÊNCIAS ANTECIPADAS E TAXAS DE JUROS

No que concerne às denominadas transferências antecipadas, é importante assinalar o significativo uso desta modalidade de pagamento nos últimos anos. De maneira concreta, no período em estudo, o montante desses pagamentos foi de US$
730,6 milhões, que representam 49,6% do total das operações canalizadas pelo Convênio para o ano 2001.

No seguinte Quadro 6 se apresenta a evolução destes pagamentos antecipados desde 1990 e sua relação com o volume de operações canalizadas. Aí se observa um aumento quantitativo e relativo importante.

Ver QUADRO 6 no documento completo


No ano 2001, embora se aprecie uma diminuição do volume destes pagamentos, acarretada pela queda geral das operações canalizadas no ano, percentualmente aumenta 2 pontos sobre o nível do ano anterior.

A razão deste fato radica na situação de liquidez da maioria dos bancos centrais membros, que desde 1992 estão realizando transferências antecipadas voluntárias, como forma de otimizar seu manejo de tesouraria, em virtude de que a diferença entre as taxas de juros cobradas pelos débitos nas contas do Convênio e as taxas que se obtêm no mercado internacional pela aplicação das reservas alenta este procedimento.

Para atenuar ou corrigir estes efeitos, na XXXIII Reunião do Conselho para Assuntos Financeiros e Monetários, ao ser modificado o Regulamento do Convênio, decidiu-se substituir a base de cálculo da taxa de juros, incorporando a LIBOR no lugar da PRIME, a partir do primeiro quadrimestre de 1999, segundo estabelece a Resolução 90 do Conselho para Assuntos Financeiros e Monetários.

Desde que começou a ser aplicado, no princípio chamou a atenção a tendência para o crescimento desta taxa, embora tivesse decrescido no primeiro período de 1999, conforme esperado. Contudo, nos demais quadrimestres dos anos 1999 e 2000 se aprecia um aumento da mesma. No primeiro quadrimestre do ano 2001, essa foi de 6,20%; depois, no encerramento do segundo período foi de 4,85%, para finalizar em 3,43% no final do terceiro quadrimestre.









Por outro lado, no Quadro 7 se mostra o detalhe dos pagamentos antecipados feitos no ano 2001.



Quanto à origem e destino destas transferências, merece destacar-se, por um lado, que entre os maiores pagadores aparecem, por ordem de importância, Equador, Argentina, Peru, Brasil e Venezuela. Por outro lado, os maiores recebedores foram Brasil, Chile, Argentina e Colômbia.

(Ver QUADRO 7 no documento completo)

O fato de que alguns países coincidam em sua condição simultânea de importantes pagadores e importantes recebedores se explica pelo fenômeno antes comentado dos pagamentos antecipados voluntários.

Sua posição global, superavitária ou deficitária no período, é produto de relações bilaterais de diferente tipo, que os impulsionam, independentemente dos resultados da compensação multilateral, a pagar antecipadamente a alguns parceiros ou os colocam na situação de serem recebedores de pagamentos de outros, conforme o desenvolvimento de suas contas bilaterais.


II.6 UTILIZAÇÃO DE "INSTRUMENTOS" DE PAGAMENTO

No Qadro 8 se resumem o número, os valores e as diferentes percentagens de participação sobre o total de cada um dos "instrumentos" que ampararam operações canalizadas pelo Convênio nos anos 2000 e 2001.

No ano 2001 se mantém o elevado predomínio observado desde 1996, do número de Cartas de Crédito canalizadas, perante outros instrumentos como as Letras Avalizadas e as Ordens de Pagamento, chegando as primeiras a representar mais de 85% do total. A utilização das Letras Avalizadas representou 12,1% do total, relegando as Promissórias Avalizadas, Ordens de Pagamento e as Promissórias de Desconto às últimas posições. Cabe lembrar que, historicamente, o uso de Ordens de Pagamento se aproximava das Cartas de Crédito, que sempre ocuparam a primeira posição.

A respeito dos valores totais canalizados por cada tipo de instrumento, repete-se aproximadamente a relação antes comentada.

Da distribuição de valores por cada tipo de instrumento pode deduzir-se, de forma primária, o volume de emissões realizadas com pagamentos a término e com pagamentos à vista. Em princípio, os pagamentos à vista são canalizados através de Ordens de Pagamentos e Saques Nominativos e os pagamentos a prazos são feitos mediante Cartas de Crédito, Promissórias e Letras Avalizadas. Assumindo este critério, a conclusão é que parte essencial, quase a totalidade das transações que se canalizam pelo Convênio de Pagamentos, seria feita com algum grau de financiamento.

(Ver QUADRO 8 no documento completo)


Quanto às promissórias de desconto, no ano 2001 o volume de operações deste tipo foi de US$ 7,8 milhões, comparado com uma cifra de US$ 34,3 milhões no ano 2000 e US$ 102,3 milhões em 1999.

No ano passado se modificou a situação dos anos anteriores, oportunidade em que o Uruguai era o país que fornecia o substancial do financiamento através de descontos. Nesta ocasião, a Argentina passou a ser a principal e única praça fornecedora de fundos através desse mecanismo de desconto, enquanto que o Equador foi o maior recebedor desses recursos, seguido pelo Brasil.

No Anexo Quadros 7 e 8 se apresenta a informação estatística discriminada por tipo de “instrumento” e valores do ano 2001.

II.7 INSTITUIÇÕES AUTORIZADAS

De acordo com a informação levantada na Secretaria-Geral (até o mês de fevereiro de 2002), operavam pelo Convênio 1.246 "instituições autorizadas", consideradas como tais, conforme estabelece o Regulamento do Convênio, todas as sucursais ou agências de qualquer banco comercial que operam diretamente (Quadro 9).

Ao considerar somente o número de casas principais, a cifra anterior se reduz a 403 instituições. Isto se explica pelo fato de que, em alguns países, os bancos centrais autorizam a operação de seus bancos de diversas praças, enquanto que em outros concentram essa autorização nas matrizes ou casas principais dos respectivos bancos.

O número de "instituições autorizadas" em cada país é um índice da intensidade do uso do Convênio e do grau e autonomia da participação dos bancos comerciais.

Desta forma, o Brasil com 520 instituições autorizadas, é o país que apresenta maior descentralização no que se refere à operação do Convênio por suas agências bancárias; depois vem o Chile com 414 e mais distante, a Argentina com 61. Cabe registrar que no caso da Argentina a autorização para operar no Convênio se concede exclusivamente a casas matrizes ou radicadas na capital do país.

(Ver QUADRO 9 no documento completo)

Se considerarmos os diferentes bancos como unidades, ou seja, sem considerar sucursais ou agências, o Brasil ocupa o primeiro lugar, com 122, seguido pela Argentina com 61.

Finalmente, observa-se que na maioria dos países se autoriza a operação pelo Convênio a todo o espectro dos bancos comerciais, enquanto que em outros, como a República Dominicana, uma parte de seus bancos comerciais figura como instituições autorizadas.

III. EVOLUÇÃO HISTÓRICA DO FUNCIONAMIENTO DO CONVÊNIO

O Quadro 10 apresenta as cifras relativas ao funcionamento do Convênio de Pagamentos ao longo de toda sua história. Nele, além dos dados relacionados com as operações realizadas, estão incluídas cifras do comércio intra-regional, o que permite observar não só os volumes de pagamentos e seu grau de compensação multilateral, em cada ano, mas a vinculação e proporção dos pagamentos respectivos sobre as importações nos mesmos períodos.

Ao longo dos anos de sua vigência se canalizou pelo Convênio uma cifra acumulada de 212,157 bilhões de dólares. Neste período, do total mencionado foram pagos efetivamente US$ 63,839 bilhões, representando uma economia no uso de divisas conversíveis por uma media histórica de 69,9%.

A canalização de operações pelo Convênio foi crescente desde 1966 até 1981. Nesse desenvolvimento foram importantes, durante os primeiros anos, a incorporação gradual de todos os atuais membros do Sistema e o aperfeiçoamento das relações bilaterais entre eles. Este aperfeiçoamento culminou em 1979, quando foi completada a rede de possíveis linhas bilaterais de crédito entre os bancos centrais membros.

Em 1982 se produz uma queda, causada particularmente pela crise de liquidez e de comércio intra-regional, produzida nesse então, queda que, com oscilações, permanece até 1986. A partir desse ano se recupera a tendência para o crescimento dos pagamentos canalizados, que é constante até 1992, quando registra uma canalização de US$ 13,772 bilhões. Em 1993, não obstante o elevado volume registrado (US$ 13,176 bilhões), observa-se uma diminuição com relação ao ano anterior, e em 1994 torna a cair 11% a respeito do ano precedente. Em 1995 se recupera o crescimento das operações canalizadas pelo Convênio, que somam um total anual de US$ 14,020 bilhões, cifra que representa o mais alto valor absoluto até esse momento.

Desde 1996, torna a produzir-se uma importante queda do total de operações canalizadas, que se mantém até o presente.

O maior grau de compensação multilateral global se constatou no ano 1986, com 84% do total canalizado, enquanto que no ano 2001 se verificou una percentagem de 42,9%.

Com relação ao comércio intra-regional, os pagamentos pelo Convênio apresentam uma média histórica de 39,4%. O nível máximo de abrangência das importações correspondeu ao ano 1989, com 91%. No ano 2001 esta relação alcançou somente 3,3%.

(Ver QUADRO 10 no documento completo)


Notas:

1. Entende-se por Divisas Transferidas a soma dos saldos multilaterais da compensação, mais ou menos os resultados dos ajustamentos derivados da operação de acordos bilaterais e os pagamentos antecipados.
2. Entende-se por Operações Canalizadas aquelas que realmente passaram pelo Convênio, ou seja, a soma do total global dos débitos do conjunto de países, mais ou menos os resultados dos ajustamentos derivados da operação de acordos bilaterais e os pagamentos antecipados.
3. As cifras de importações intra-regionais contêm dados desde o ano 1973 da República Dominicana e os demais países desde aquele a partir do ano 1989. As cifras de importações do ano 2001 são estimativas.



IV. ASPECTOS NORMATIVOS E INSTITUCIONAIS

Em 2001 se realizou a Quadragésima Primeira (XLI) Reunião da Comissão Assessora de Assuntos Financeiros e Monetários, na sede da ALADI, Montevidéu, de 28 a 30 de março (ALADI/CAFM/XLI/Relatório).

Também realizou-se a Trigésima Sétima (XXXVII) Reunião do Conselho para Assuntos Financeiros e Monetários da ALADI, na cidade do Rio de Janeiro, Brasil, dias 24 e 25 de maio (ALADI/CFM/XXXVII/Ata).

Finalmente, nesta reunião cabe destacar a aprovação da Resolução 93, relacionada com a modificação do Artigo 2, Instrumentos, Sexto Parágrafo do Regulamento do Convênio, relacionada com a importância do fornecimento oportuno das informações ao SICOF.
__________
A N E X O

QUADROS ESTATÍSTICOS

Quadro 1: Saldos por país do ano (em dólares)

Quadro 2: Pagamentos antecipados do ano (em dólares)

Quadro 3: Saldos por país, ajustados por pagamentos antecipados, transferências multilaterais e acordos da compensação do ano (em dólares)

Quadro 4: Saldos por país quadrimestrais, ajustados por pagamentos antecipados, transferências multilaterais e acordos da compensação do ano (em milhares de dólares)

Quadro 5: Totais ajustados de movimentos por períodos e acumulado (em milhares de dólares)

Quadro 6: Montante das linhas de crédito recíproco entre bancos centrais, subscritos de acordo com o Sistema de Pagamentos - 31 de dezembro de 2001 – (em milhares de dólares)

Quadro 7: Instrumentos – Débitos

Quadro 8: Instrumentos – Créditos


Documento completo CFM di 1621p anual evaluacion portugues.doc